
Um terceira tradição islâmica, que afeta o futuro de qualquer movimento feminista num ambiente islâmico, é que ele especifica uma diferenciação dos papéis e responsabilidades do homem e da mulher na sociedade. O feminismo, conforme apresentado na sociedade ocidental, geralmente nega qualquer diferenciação e, pelo contrário, tem feito um movimento em direção a uma "sociedade unisex", na qual um único conjunto de regras e interesses é preferido e avaliado por ambos os sexos e perseguido por todos os membros da sociedade, independentemente das diferenças de sexo e de idade. No caso do feminismo ocidental, as metas preferenciais foram aquelas tradicionalmente desenvolvidas pelos membros masculinos da sociedade. As regras de prover a manutenção financeira, do sucesso na carreira e a da tomada de decisões assumiram uma importância e preocupação tão esmagadoras que aquelas que lidam com as questões domésticas, com as crianças, com o apoio estético e psicológico, com as interrelações sociais, foram desvalorizadas e até mesmo desprezadas. Tanto o homem como a mulher foram forçados a se adaptar a um modelo que talvez seja muito mais restritivo, rígido e coercitivo do que o modelo que anteriormente atribuía papéis específicos para eles.
Esta é uma nova espécie de chauvinismo masculino, com o qual as tradições islâmicas não se conformam. O Islam, pelo contrário, sustenta que ambos os tipos de papéis são igualmente merecedores de respeito e que, quando acompanhados da igualdade exigida pela religião, uma divisão de trabalho entre os sexos é geralmente benéfica para todos os membros da sociedade.
Isto pode ser olhado pelos feministas como uma porta aberta para a discriminação, mas como muçulmanos, percebemos as tradições islâmicas como uma postura clara e inequívoca de apoio à igualdade entre homens e mulheres. O Alcorão afirma que para Deus não existe qualquer diferença entre os sexos:
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