sexta-feira, 25 de junho de 2010

POLIGINIA


Embora a possibilidade do casamento com mais de uma esposa seja comumente denominado de poligamia, a designação sociológica mais correta é poligina. Esta instituição é provavelmente a tradição islâmica mais incompreendida e veemente condenada por não muçulmanos. É uma daquelas tradições que Hollywood estereotipa ao ridicularizar a sociedade islâmica. A primeira imagem que vem à mente do ocidental, quando a questão do Islam e do casamento é abordada, é a da religião que defende a tolerância sexual dos membros masculinos da sociedade e a subjugação de suas mulheres a essa instituição.

A tradição islâmica, na verdade, permite ao homem ser casado com mais de uma mulher ao mesmo tempo. Esta tolerância foi estabelecida pelo Alcorão (4:3). Mas, o uso e a percepção desse instituto está longe do estereótipo hollywoodiano. A poliginia certamente não é imposta pelo Islam; nem é uma prática universal. Pelo contrário, é vista como a exceção da norma da monogamia e o seu exercício é fortemente controlado pelas pressões sociais. Se for utilizado pelo muçulmano para facilitar ou legitimar a promiscuidade sexual, não é menos islamicamente condenável do que a poliginia em série e o adultério e não menos nocivo para a sociedade. Os muçulmanos vêem a poligina como uma instituição que deve ser praticada somente sob certas circunstâncias extraordinárias. Como tal, não deve ser vista pela muçulmana como uma ameaça. As tentativas do movimento feminista no sentido de erradicar este instituto, a fim de melhorar a condição das mulheres, não encontrará, consequentemente, muita simpatia ou apoio.

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